No inicio era apenas uma mata. Densa,
sombria, cobrindo com o seu manto a terra fértil.
Era uma Mata de arvores centenárias, com copas frondosas que se entrelaçavam no alto.
Era uma Mata de arvores centenárias, com copas frondosas que se entrelaçavam no alto.
Por entre suas galhadas filtravam
tímidos raios de sol. Miríades de flores multicoloridas desciam os cipós e
atapetavam o solo.
Ao nascer do sol, o canto
estridente da araponga colocava a mata em uma enorme agitação.
Um sem números de pássaros habitavam jabuticabeiras do mato carregadas de frutos que os alimentavam, assim como os pequenos animais.
Um sem números de pássaros habitavam jabuticabeiras do mato carregadas de frutos que os alimentavam, assim como os pequenos animais.
Bandos de pequenos macacos
brincavam despreocupados e os mais diversos tipos de animais circulavam, em
plena liberdade, por entre as árvores: pacas, onças, veados, capivaras e dentre
outros animais...
Pequeno rio de águas frescas e
cristalinas corria sobre os seixos. Era ali que os habitantes dessa mata
saciavam a sede ou pescavam seus alimentos.
Com o entardecer, o som
alucinante do canto dos pássaros dava adeus ao sol que avermelhava o grande
horizonte. E como era doce a chegada da noite... No firmamento, milhões de
luzeiros: a paz era total.
De repente... Um som diferente
reboava diferente na mata.
O bando de macacos barulhentos se
cala. Fica no ar o grito da araponga. A pequena corça estaca seus passos,
levanta a cabeça e sente o ar o cheiro estranho do Homem...
Muito devagar, passos decididos
se aproximam.
Vozes, barulhos de machados,
galhos sendo arrancados, arvores sendo derrubadas.
Vindos de lugares distantes, com
a grande esperança de dias melhores, com vontade férrea de trabalhar e
construir seus lares chegava nesta terra os pioneiros. Chegou para plantar,
colher, conviver com animais, construir seus lares e de seus filhos, na mesma
terra onde os índios guaranis já haviam habitado, sendo que alguns ainda
permaneciam aqui.
O pequeno rio de águas cristalinas já havia recebido dos guaranis o nome de NAVIRAÍ.
E assim ficou sendo chamada gleba de Naviraí.
O pequeno rio de águas cristalinas já havia recebido dos guaranis o nome de NAVIRAÍ.
E assim ficou sendo chamada gleba de Naviraí.
Isto ocorreu no inicio dos anos
de 1950.
(foto: inicio das derrubadas para a construção de casas)
Fonte: Livro Ensaios para uma História
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