Cidade simpática, agradável,
hospitaleira, braços abertos para receber os migrantes de todas as partes do
Brasil que para cá se deslocaram, procurando construir seu futuro.
E, nesta luta de todos, a pequena vila
transformou-se, cresceu.Aqueles que a visitam pela primeira vez, se encantam
com a beleza de seu traçado de avenidas convergindo até a praça central da
cidade, Filinto Muller “Prefeito Euclides Fabris”.É, de fato, um traçado que
denota união, convergência de forças e de trabalho para o bem único da comunidade.
De pequena e acanhada Vila pertencente
primeiro ao Município de Dourados e depois ao Município de Caarapó, rodeadas de
serrarias (em 1972 chegou a ter 30 delas só na zona urbana, que com seus sons
estridentes e personalíssimos, chamavam os trabalhadores de madrugada).
As Avenidas Weimar Torres, Campo
Grande, Dourados, Ponta Porã, Iguatemi, Amélia Fukuda, eram um areião. Nossos
pés a afundar nesta terra que dificultava cada passo. E quando chovia... a lama
nos cobria o pé até o tornozelo!Não havia eletricidade. Andávamos de lanternas
pelas ruas, iluminando caminhos.Em noites de luar, o nosso céu era o mais
estrelado.
A Claridade das estrelas filtrava por
entre as nuvens e iluminava nossas ruas sem asfalto. O cine Marabá, com seu
serviço de alto-falantes, jogava no ar a programação do dia, das 12:30 às 13:00
horas e a noite, antes do inicio do espetáculo que era anunciado com o toque de
uma sirene.
E quando do falecimento de entes
queridos ao som da musica Ave Maria, nós naviraienses tomávamos conhecimento da
noticia através dele. Depois veio um serviço de alto-falantes, localizado ali
na Avenida Weimar Torres, esquina com a Rua Alagoas, onde o Eston Ramos e
Depois o Sr. Wilson Andreaza, enchiam o ar com suas vozes muito bem postadas, a
serviço da comunidade. Atendiam pedidos musicais, faziam propagandas
comerciais, brincavam com os seus ouvintes em vários tipos de programação; era
o serviço de Publicidade Brasil.
A juventude de Naviraí se encontrava
numa pequena Lanchonete chamada “Nosso Cantinho”, localizada na esquina da Av.
Campo Grande com a Rua Ozaka.
Seus proprietários proporcionavam a
estes jovens um ambiente amigo, sadio, onde se podia dançar, tocar violão,
cantar e de onde partiam as grandes serenatas.Nessa lanchonete também se
reuniam aqueles que se preocupavam e fazima planos para o desenvolvimento de
Naviraí. Quantos sonhos ali foram construídos....Os bailes da cidade era
realizados no salão paroquial.
No sábado à noite, após a missa das
19:00 horas, o pessoal arrumava as mesas, ajeitava o bar. Tudo num espírito de
compreensão e ajuda. Após o baile, tínhamos que limpar o salão, colocar as
cadeiras e deixar tudo pronto para a missa das 08:00 horas da manha. Famílias
participavam, junto com os filhos, destes bailes; tudo em comunidade.Foi por
esta época que surgiu o primeiro conjunto musical de Naviraí : O navi Som 5,
que abrilhantou inúmeras brincadeiras dançantes promovidas por alunos das
escolas.
Hércules Lopes Borges
herculeslb@msn.com
herculeslb@gmail.com
Fonte: Extraído do livro ensaios para uma história de Maria de Lourdes Silva Colado Barreto.


